Quais fraudes eleitorais a urna eletrônica eliminou?
Antes da urna eletrônica, o processo de votação era feito com cédulas de papel e a apuração era manual, o que abria espaço para diversos tipos de fraudes e erros. A partir do ano 2000, 100% das eleições brasileiras passaram a ser feitas de modo digital, tornando o processo mais rápido, seguro e transparente, além de reduzir significativamente as fraudes que eram comuns no passado.
Fraudes mais comuns na votação em cédula de papel:
- Urna grávida
Antes do início da votação, cédulas preenchidas eram depositadas na urna de lona, ou seja, a urna, que deveria estar vazia, já chegava à seção eleitoral com votos dentro dela.
Com a urna eletrônica e a emissão da zerésima - documento gerado antes da abertura da votação atestando que a urna está sem votos -, isso não é mais possível.
- Voto estoque
As cédulas de papel do estoque de segurança das seções eleitorais eram preenchidas e inseridas nas urnas.
Com o voto eletrônico, não é necessário ter um estoque de cédulas de papel.
- Fraudes no transporte das urnas de lona até o local de apuração
Ao final da votação, as urnas de lona com os votos coletados durante o dia eram substituídas por outras com votos diferentes. Havia necessidade de um enorme aparato de segurança para proteger as urnas em todas as seções de apuração.
Hoje em dia, o envio dos votos coletados ocorre em um sistema seguro da Justiça Eleitoral. Além disso, os partidos, candidatos e o próprio eleitor podem conferir o resultado divulgado pelo TSE com o gerado no boletim de urna, que é impresso logo após o fim da votação e fica disponível para todos.
- Fraude cantada
Os votos de papel eram consolidados em mapas eleitorais após serem contados. A fraude ocorria de duas maneiras: a pessoa que informava os números da apuração para serem registrados no mapa eleitoral, chamado de escrutinador, "cantava os votos", ou seja, falava em voz alta os números errados para serem registrados.
- Mapismo
Os votos de cada seção eleitoral eram incluídos num “mapa", com resultados locais e regionais. Esses mapas podiam ser trocados ou adulterados, com atribuição de votos a quem não os obteve.
Com a urna eletrônica, a apuração é 100% digital e o Registro Digital do Voto (RDV) armazena, de forma aleatória, todos os votos digitados na seção eleitoral.
Saiba mais em: Me explica, MPF: quais fraudes eleitorais a urna eletrônica eliminou?
