Manda a Real: combate à desinformação vira debate em sala de aula

Estudantes de escola pública do Gama discutiram os impactos de conteúdos falsos no cotidiano

Nesta semana foi a vez de uma escola pública do Gama, no Distrito Federal, receber o Manda a Real, projeto do Ministério Público Federal (MPF) de combate à desinformação. Cerca de 30 alunos do Centro Educacional 08 aprenderam a identificar fake news e a importância de verificar conteúdos recebidos nas redes sociais antes de compartilhar.

O formato de palestra sobre o Manda a Real nas escolas tem o objetivo de estimular o pensamento crítico e preparar os estudantes para uma participação mais consciente na sociedade. Além de utilizar linguagem simples, os servidores do MPF apresentam vídeos com exemplos reais de casos nos quais a desinformação causou pânico, dúvidas e até morte.

Houve inclusive um debate no qual os participantes discutiram situações próximas de seu cotidiano, como golpes virtuais, e refletiram sobre como uma “mentirinha” aparentemente inofensiva pode ganhar alcance nas redes, alimentar discursos de ódio e, em situações extremas, contribuir para episódios de violência.

Como 2026 é ano de eleições gerais, a atividade também tratou da desinformação eleitoral. As servidoras explicaram como reconhecer conteúdos enganosos, apresentaram os canais para denunciar irregularidades e falaram sobre o papel do Ministério Público Eleitoral na fiscalização do processo eleitoral.

Estudantes e professores também receberam materiais do projeto e foram convidados a conhecer o site do Manda a Real. Nele, é possível aprender como funciona a atuação do MPF, saber mais sobre o combate à desinformação e até ver um passo a passo para denunciar conteúdos falsos nas redes sociais.

O Manda a Real é uma iniciativa da Secretaria de Comunicação Social do MPF com foco na educação midiática. A atividade na escola foi conduzida por Jeanne Alves, subsecretária de Relacionamento Institucional; Camila Shizue, chefe da Divisão de Estratégia e Análise; e Dimas Ximenes, chefe da Divisão de Monitoramento.

“Os alunos demonstraram interesse e podem atuar como multiplicadores, levando essas informações para amigos e familiares. Assim, a mensagem de combate à desinformação ultrapassa a sala de aula e chega a mais pessoas”, afirma Jeanne Alves.