Dicas de Combate à Desinformação
O que é?

Desinformação é o conteúdo intencionalmente falso criado para causar danos a uma pessoa, grupo social, organização ou país. Pode ser motivado por fatores políticos ou econômicos, ou apenas para causar alvoroço e pânico.
Tipos de Desinformação
A desinformação pode assumir muitas formas, confundindo e manipulando o público de diferentes maneiras. Conheça alguns tipos de desinformação:
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Um conteúdo falso pode utilizar mais de um dos recursos acima e ser classificado em mais de uma das categorias.
O termo FAKE NEWS
O termo “fake news” (notícia falsa) tornou-se bastante popular em 2016. A expressão passou a ser amplamente utilizada em todo o mundo para se referir a todo e qualquer tipo de desinformação. Entretanto, especialistas afirmam que o uso da expressão é errado.
E qual é a diferença entre desinformação e fake news?
Desinformação é o termo mais abrangente e adequado para se referir a informações falsas compartilhadas com más intenções. Essa expressão inclui todo tipo de conteúdo - descontextualizado, falso, fabricado, manipulado ou impostor. Por isso, é melhor utilizar “desinformação” para se referir a informações falsas compartilhadas de forma consciente em vez de “fake news”.
Contudo, aqui no projeto Manda a Real, a expressão “fake news” também será utilizada em alguns casos para facilitar a compreensão dos conteúdos, uma vez que é popularmente conhecida e mais utilizada pelas pessoas.
Como identificar conteúdos falsos?
As mídias sociais facilitam bastante a disseminação de desinformação, e esta acontece de formas diferentes, a depender da plataforma e do formato em que circula.
SITE: indicativos de que você pode estar navegando em uma página falsa
- Olhe com atenção a URL (endereço eletrônico que permite que um site seja encontrado na internet. Por exemplo, quando você digita www.mpf.mp.br no seu navegador, você está usando a URL para encontrar o site do MPF). É comum que páginas enganosas tenham URLs semelhantes a sites confiáveis, mas com acréscimo de letras, números ou símbolos.
- Seja crítico quanto ao título da matéria. Chamadas bombásticas e apelativas são um dos recursos utilizados pelos propagadores de conteúdo falso.
- Verifique quem é o autor do conteúdo. Você o reconhece de outros artigos e veículos de credibilidade?
- Verifique a data de publicação. Se essa informação não constar na página, faça uma busca na internet para saber quando o fato aconteceu.
- Ao desconfiar se uma imagem é real ou não, faça a busca no Google Imagens (Google Lens). Você encontrará onde foi originalmente publicada ou se já existe um desmentido que a envolve. A ferramenta permite que você faça a busca utilizando tanto imagens salvas como links de imagens que estão na internet.
- Não se limite à leitura do título. Leia toda a matéria e observe se há erros ortográficos ou gramaticais. Veículos profissionais costumam ter equipes de revisão textual, que corrigem eventuais erros. Isso também vale para as redes sociais, ok? Sempre leia a notícia completa, seja clicando no link ou conferindo a legenda da imagem.
- Não confunda! Confira se o texto trata-se de uma sátira, paródia ou se contém tom de ironia. Alguns veículos mantêm editorias voltadas para esse tipo de conteúdo.
- Pesquise pela notícia em portais da mídia tradicional ou em agências de checagem.
DEEPFAKE: como identificar?
- Em imagens, observe com atenção mãos e orelhas. Como deepfakes são criadas a partir de materiais já existentes, mãos e orelhas podem ficar distorcidas ou com aparência não humana, já que são partes do corpo que não aparecem com frequência.
- Em vídeos, fique atento para quebras na imagem. Se algum detalhe aparentar sair do lugar muito rapidamente, desconfie.
- Observe se a leitura labial bate com o texto falado. Edições forçadas podem cortar palavras ou sobrepor áudios, deixando os movimentos labiais sem sincronização com o que está sendo dito.
- Fique atento à movimentação dos olhos da pessoa. Se ela não piscar ou fizer isso com grandes intervalos, ou em excesso, pode ser um indicativo de manipulação.
- Se a sobrancelha não mexer, desconfie. Ela faz parte da expressão facial, e não deve ficar estática.
- Observe se a cor da pele do rosto bate com a do resto do corpo. Diferenças no tom de pele podem ser observadas quando o rosto de alguém é colocado sobre o corpo de outra pessoa.
- Avalie se há mudanças bruscas de luminosidade ao longo do vídeo ou descontinuação de elementos ao fundo. Problemas de iluminação que prejudicam a nitidez da imagem podem ser um indicativo de conteúdo manipulado.
- É possível criar áudios com voz parecida com a fornecida para a imitação utilizando inteligência artificial. Atente-se a mudanças bruscas na ênfase das falas e a áudios de baixa qualidade.
- Ainda que pareça real, pesquise a mensagem do vídeo ou áudio em algum buscador (Google, Yahoo, Bing, entre outros) para verificar se, de fato, aquilo foi dito (e dentro daquele contexto apontado).
- Fique atento ao rótulo de IA que muitas redes sociais já adotam. Ele indica que houve uso de inteligência artificial para criar aquele conteúdo.
Com o aprimoramento da inteligência artificial, será cada vez mais difícil diferenciar uma deepfake de um conteúdo genuíno. Por isso, pesquise também em veículos de credibilidade se o conteúdo daquele vídeo é verdadeiro.
Indicativos de que você recebeu uma mensagem ou um áudio manipulados
- Não se deixe levar pelas emoções! Manchetes apelativas e que convocam para alguma ação são estratégias para acelerar o compartilhamento das mensagens.
- Observe se há excesso de pontos de exclamação e interrogação ao longo do texto.
- Erros ortográficos, gramaticais ou de digitação podem indicar que aquele conteúdo é falso.
- Há excesso de letras maiúsculas no texto? Acenda o alerta. Este é mais um sinal de apelo sensacionalista para destacar uma ideia.
- Se a mensagem cita uma fonte confiável sem detalhar trechos do documento original, por exemplo, fique atento. Procure pela informação no site da instituição ou órgão, em outras fontes oficiais e em veículos de comunicação de credibilidade.
- Analise a data da mensagem. É importante saber quando aconteceu o fato e pesquisar em outras fontes a verdade da informação.
- Se a mensagem apresentar palavras de baixo calão e juízos de valor, desconfie. Estes são indicativos de que o texto é opinativo, e não informativo.
- Ao receber um áudio, cheque as informações em fontes oficiais e veículos de comunicação de credibilidade. Fique atento ao tom utilizado na mensagem, se é de convocação, opinativo ou conspiratório, incitando pânico ou ódio.
- Ao receber um e-mail,verifique o domínio do remetente, ou seja, observe o que vem depois do arroba (@). Instituições confiáveis usam e-mails que correspondem ao site oficial. Logo, o @ deve vir acompanhado do endereço da página da organização. Exemplo: contato@mpf.mp.br.
Como evitar a disseminação de desinformação?
Confira algumas dicas que ajudam a reduzir os danos de conteúdos falsos.
- Não engaje! Pode ser tentador comentar ou compartilhar informação incorreta para mostrar o quão errada ela é ou até mesmo clicar em um link para descobrir como aquela narrativa falsa está indo longe, mas não faça isso. Cada comentário, compartilhamento e clique contribui para melhorar o engajamento. As redes sociais levam em conta essas interações para considerar um conteúdo como interessante e, assim, entregá-lo para mais pessoas.
Certifique-se de que o perfil é o oficial. Nas redes sociais, muitos se passam por empresas, organizações ou personalidades para disseminar informações mentirosas ou posicionamentos falsos. Portanto, confira se o perfil em que você viu determinada notícia ou nota é o mesmo indicado no site oficial.
Lembre-se de que o selo de perfil verificado nas redes sociais pode ser comprado, então qualquer pessoa pode tê-lo para se passar por uma conta oficial ou celebridade.
- Denuncie. Ao identificar um conteúdo falso nas mídias sociais, denuncie para a plataforma. WhatsApp, Facebook, Instagram, X (Twitter) e TikTok permitem que o usuário reporte um conteúdo.



